DJ LUIZ PARETO MISTURA GENEROS E PESQUISA MUITO!
Dj Luiz Pareto, um dos djs que me influenciaram muito, se nao for o que mais influenciou rs
A primeira vez que o vi tocar foi no ESPAÇO NATION na PRAÇA ROOSEVELT em São Paulo Centro rs, era um porao , um estacionamento la embaixo, nao sei dizer rs
Geralmente eu ia ver ele tocar no sábado por lá, depois vi ele na Loca, cheguei até a ir ver aqui pertinho de casa na famosa TRUMP TOWN na FREGUESIA DO Ó São Paulo SP!!!!!
Claro que o vi no Hells, Lov.e, Dedge, bom, a gente seguia pra onde o Pareto fosse tocar hahaha
Eu meus amigos, Sassá, Carine, Carsão ...
Willian, Vandecko
Isso em 1997 / 1998 Sei lá kkkk
Bem, O Pareto é um professor Dj ! cheguei a fazer a iluminação da festa Breakin e Farra que ele fazia com o Marcos Morcerf na Rua Augusta
Se voce ouvir um set dele por aí, é uma verdadeira aula, ouça e preste muita atenção!!!
Abaixo mais uma aula do Professor ! leia com atençao também! rs
01 Vamos lá, hoje em dia o que você costuma tocar?
Meus sets sempre foram e continuam sendo uma mistura de
gêneros,
mas o predomínio de house continua. Disco, deep ou
tech-house e electro costumam
pontuar em diferentes momentos do set.
02 Qual a sua maior influência?
Nossa! Difícil dizer qual foi a minha maior influência.
Foram tantas. Eu nasci antes da música eletrônica (pelo menos essa das pistas
de dança) ganhar o coração das massas. Cresci escutando música clássica por
causa da minha avó, escutei também muita música brasileira dos anos 50, 60 e
70, rock do mais pop ao mais radical, reggae e disco music.
Como
muitos da minha geração, eu fui apresentado aos sons eletrônicos através de trilhas sonoras de séries de TV e filmes. Tanto aqueles
artistas 100% eletrônicos, como também os que misturavam instrumentos com
teclados e sintetizadores.
Kraftwerk, Tangerine
Dream e Pink Floyd, obviamente fizeram parte das minhas primeiras influências.
Assim como as trilhas de filmes como Blade Runner ou dos filmes de terror do diretor John Carpenter, que costumava
produzir as próprias trilhas. Eu cai na noite na segunda metade dos anos 70,
portanto, curti, dancei e assisti o declínio de todas as bandas mais tradicionais de Disco
Music e o aparecimento do Italo Disco. Giorgio Moroder era rei nessa época.
Como não esquecer que uma já decadente Donna
Summer foi ressuscitada pelos sintetizadores de Moroder na famosa “I Feel
Love”? Depois dessa fase, voltei ao rock, mas também me interessei por
artistas e bandas do cenário pós-punk, syntwave, synthpop e
new wave, tipo Joy Division, Gary Numan, New Order, Depeche Mode e a ultra pop
banda B-52’s.
Também fui muito influenciado por artistas como Afrika
Bambaataa (Hip Hop e Electro Funk) e Malcolm McLaren, o produtor e criador da
banda de punk rock Sex Pistols.
Malcolm McLaren
produziu muita coisa legal, mesclando soul, disco, funk, hip hop (“Buffalo
Gals”) e dance, como a maravilhosa “Deep In Vogue”, precursora da onda Vogue
que influenciou Madonna.
“Deep In Vogue” me marcou tanto que
há alguns anos atrás eu produzi um EDIT, misturando partes da versão original
com trechos dos remixes da época.
Tive também uma fase de escutar muito Acid Jazz e Garage
House, que era um som muito tocado nas noites de Nova York entre o final da
década de 80 e o início dos anos 90.
Comecei a gostar
também do house produzido em Chicago.
Tudo isso até descobrir o Ambient House
produzido por bandas como a inglesa 808 State, o Techno, tanto o produzido na Europa, como aquele que veio de Detroit (EUA), onde ele
nasceu, e os primórdios do Trance, antes que ele se tornasse aquele som
formulaico tocado nas raves.
Todos esses gêneros moldaram meu gosto musical e estão mais
ou menos presentes nos meus sets, onde procuro dar ao público um pouco de
diversidade, evitando essa tendência
excessiva de
linearidade dos tempos atuais.
Tive também muitas influências radiofônicas.
Escutava muito a rádio rock de Niterói, a Fluminense FM, muito ouvida pelos cariocas mais antenados. Foi através dela que descobri algo
de eletrônico ou synthpop dos anos 70 e 80.
Quando mudei para São Paulo,
comecei pela famosa 89 FM e depois
descobri os programas noturnos dos fins de semana da Jovem
Pan (bem antes dela se tornar essa propagadora de ódio e até fascismo), onde
eram executadas muitas músicas
que os DJs tocavam nas pistas. Mas o programa que mais me
influenciou foi o NEW IMAGES na Nova FM, onde descobri bandas como Massive
Attack, 808 State e faixas como “Go” do
Moby.
Os DJs dos clubes de São Paulo da virada dos anos 80
para os 90 também me influenciaram demais. Pode incluir na lista gente como o
falecido Marquinhos MS, Gil Barbara,
Mau Mau, Renato Lopes e Ulisses Cavassana.
03 Pareto, você sendo um veterano da cena de musica
eletrônica nacional, o que você acha que poderia melhorar nela?
Sendo eu um veterano com menos atuação nos dias atuais,
evito ficar dando muitos palpites.
Acho que a nova geração de DJs viu a cena de
clubes crescer, decair e reaparecer nesse formato que lembra muito o nascimento da
cena dos anos 90, com muitas festas independentes, em locais inusitados ou nos
tradicionais galpões.
Eu sempre reforço algo que para mim sempre foi muito
importante. Não importando o estilo principal da festa, que ela mantenha as
portas abertas para a diversidade musical e uma certa dose de inovação.
E algo
muito importante que sempre foi um problema na noite, tanto no passado como
hoje em dia, uma tendência do público em não entender que por trás de uma
festa, existe gente que vive disso, trabalha duro e se empenha para manter as
festas vivas.
É importante colaborar financeiramente para que a cena não morra,
evitando ao máximo o abuso no pedido de vips.
Noite é diversão para muita gente, mas é também o trabalho
árduo e uma série de custos bancados por aqueles que fazem tudo isso acontecer.
04 Como você é um dj que tem muita história pra contar, acha
que duas horas de set são suficientes?
Tudo depende da festa, mas eu posso afirmar que sendo eu um
DJ que se recusa a tocar um único gênero musical, 2 horas de set pode ser
pouco. Ainda mais, tendo na minha biografia as festas semanais E-Time no
extinto Latino Club, onde eu tocava sozinho por aproximadamente 7 horas... rs.
(Renato Lopes, Pareto, Pixote e Mimi)
05 Com as redes sociais
e a internet, hoje em dia muita gente tem opinião sobre musica e escuta o que
quer, e claro, a tecnologia facilitou para muita gente ser dj, Qual sua dica
para essas pessoas que estão começando agora?
O que mais posso dizer, além de
“pesquise muito”.
Pesquise dentro do seu gênero musical preferido e também
daqueles que vc não costuma escutar ou tocar. Pesquise músicas atuais e de
outros períodos. Procure o que é mais acessível e também o que é mais estranho
e inovador. Não tenha ideias preconcebidas em relação a música. Seja aberto a
novos sons, mas toque com o coração.
06 Temos um serio
problema na internet de grandes discussões em relação aos djs e a música, por
exemplo, muitos djs criticam o dj Alok que é mais do mainstream, acha um
problema esse lance das pessoas quererem ser as donas da verdade, quando se
fala em quem é dj de verdade ou quem não é?
Sim, temos essa tendência a falar demais
daquilo que agrada aos outros.
Já fui protagonista de muitas discussões na
internet. Mesmo antes da criação das redes sociais, tipo FB e outras, quando
nós DJs discutíamos em listas como a BR-Raves. Sinceramente, já passei dessa
fase.
Evito ao máximo ficar falando sobre a música que não me agrada. Você
tende a ofender a sensibilidade das outras pessoas e isso cria um clima muito
negativo. Hoje, penso diferente e deixo que cada um cuide do som que gosta
(eletrônico ou não, leve, pesado ou meio termo, lento ou acelerado, etc...).
Penso que se a pessoa não gosta, não frequente o evento para depois ficar
reclamando. Se sente falta de alguma coisa, crie a própria festa e imponha nela
o som que vc deseja.
Pure Science e Pareto no Rebolado
07 Você ainda compra
vinyl para tocar?
Caramba! Raramente! E
se comprar, não vai demorar para eu digitalizar para tocar nas CDJs.
Acabo
comprando se estiver de passagem em algum outro país onde tiver uma boa loja.
Carregar case de vinil pesado é complicado. A minha coluna não segura mais essa
onda. Acho maravilhoso aquele som gordo do vinil, mas o preço é alto e não me
refiro apenas ao preço pelo disco. Aliás, andei digitalizando muitas faixas
antigas do meu acervo para tocar nos próximos eventos. Claro que eu sempre vou
misturar com as mais novas adquiridas nas lojas de download.
08 Quais são suas
próximas produções/projetos?
O lançamento de uma série de EPs pelo meu selo, o
Rebolado, assinando como CORINGA. Vou mandar esta semana para masterizar na
Alemanha. Os testes que venho tocando nos eventos foram masterizados por mim
mesmo, mas foram só como teste. Projetos só de tocar em eventos de outros
produtores. Produzir festas próprias é muito trabalhoso para fazer sozinho.
Dependeria de uma produtora e uma equipe. E já tem muita gente competente
fazendo isso por aí e proporcionando ótimas festas.
09 acompanho seu
trabalho desde as épocas que a gente recebia as fitas cassete, quando sairá um
set novo pra gente ouvir na internet?
Quando vc me mandou essas perguntas (faz tempo
isso... rs), eu estava para lançar o Podcast do DGTL. Eu não costumo lançar
sets demais. Gosto de dar uma boa pausa entre um e outro. Mas assim que fechar
todas as faixas que venho produzindo para lançar daqui até o fim do ano, eu vou
cumprir com a promessa de fazer um Podcast para a página da festa ODD
Ouça o set feito para DGTL :
DJ LUIZ PARETO DGTL PODCAST OUÇA CLICANDO AQUI
MUITO OBRIGADO PARETO!!!!!!
















Nossa viajei no tempo era uma época maravilhosa em Sampa, eu adorava curtir essas baladas.O som do Luiz Pareto era demais.Bons tempos música underground e a galera cheia de vontade de curtir a night 🎶
ResponderExcluirVerdade!!!! otima época!!!
ExcluirIsso é história! Muito bom.
ResponderExcluirobrigado por comentar!
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